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EUA x China: como esta relação pode afetar as exportações do Brasil

2 May 2019

   

 

 

   Saiba como a “guerra comercial” entre as duas maiores potências mundiais pode afetar as exportações brasileiras. Primeiramente, é importante compreender que o cenário da economia mundial é delineado pelo conflito entre Estados Unidos e China, e que este pode se manter por bastante tempo.
    Como uma grande economia do mundo atual, a China tem uma grande paridade frente aos EUA e, em uma tentativa de equilibrar o comércio entre os dois países, o país norte-americano estabeleceu medidas protecionistas contra o país asiático para reduzir o déficit da balança comercial. A China, para se proteger, também anunciou tarifas de importação como retaliação.


O motivo da relação de conflito entre Estados Unidos e China


   Em julho de 2018, o governo Trump anunciou tarifas sobre mais de US$ 200 bilhões em produtos chineses, além de outras rodadas de taxação ao longo do ano. Em meio às medidas adotadas, haveria uma escalada progressiva que teria início com taxas de 10%, chegando até 25% até o começo de 2019 - afetando mais de 5 mil itens. Como retaliação, a China adotou uma sobretaxa equivalente, de 25% sobre 545 produtos americanos, que somam um total de US$ 34 bilhões, afetando produtos como a soja e carne de porco.
  Torna-se importante esclarecer que os atritos entre essas duas grandes potências ultrapassam os desacordos sobre práticas comerciais. O cenário em que a China é um país dependente de seu comércio exterior está ficando para trás, já que seu mercado interno está tomando proporções ainda maiores quanto ao seu crescimento e está cada vez menos dependente dos EUA. Por esse motivo, o país chinês pode priorizar outros parceiros econômicos, como o Brasil.

 

Trégua de 90 dias entre Estados Unidos e China


   Após um encerramento da reunião do G-20, em Buenos Aires, uma trégua de 90 dias foi estabelecida nessa guerra comercial entre EUA e China, por Donald Trump e Xi Jinping, onde os EUA não vão elevar a alíquota de importação de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses no começo de 2019.
   A China, por essa trégua, se comprometeu a elevar as compras de produtos dos EUA, como mercadorias industriais, agrícolas e do setor de energia, mesmo não especificando a quantidade. No entanto, apesar de ser uma notícia favorável para a economia internacional, gera uma certa preocupação para o território brasileiro.
   Os dois chefes de Estado concordaram em buscar um acordo comercial definitivo, porém, se não for alcançado em 90 dias, Donald Trump afirma que retomará o aumento dessas tarifas. A economia global, frente à essa tensão comercial, vê essa pausa como alívio, visto que esta teme os efeitos desse conflito, mesmo que esse acordo não seja algo definitivo.

 

Relação dos EUA e China com o Brasil


   A soja, principal produto brasileiro vendido para a China, representa 43% das exportações do último ano. Em 2017, as exportações de soja no Brasil para a China somaram mais de US$ 20 bilhões, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
    Os EUA, por sua vez, importam sobretudo aviões, semimanufaturados de aço, alumínio e petróleo bruto do Brasil. Essas exportações para os americanos representaram US$ 26 bilhões em 2017, equivalente a um pouco mais da metade das exportações feitas para o território chinês.
    Tendo em vista que o Brasil exporta commodities e importa manufaturados, o ponto negativo é que essa “briga de gigantes” entre EUA e China, pode desacelerar o crescimento global, o que poderia prejudicar as economias emergentes, tanto nas exportações quanto emrelação ao crescimento do investimento estrangeiro.

     Vale reiterar que essa guerra comercial não envolve somente esses dois países, os EUA, quando anunciaram essa medida, não só realizaram algo unilateral contra a China, mas sim contra todos os seus outros parceiros de comércio e investimento, como o Brasil.

 

A grande preocupação do Brasil em relação ao conflito entre as grandes potências


   Em um cenário de uma crescente e impactante guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, Estados Unidos e China, as exportações brasileiras são fortemente afetadas, visto que os dois países são os maiores parceiros comerciais do Brasil.
   Devido ao conflito comercial entre as duas potências, as exportações brasileiras de soja para a China aumentaram, somando 78,5 milhões de toneladas em apenas dez meses - o equivalente a 10 milhões a mais do que as vendas de todo o ano de 2017. No entanto, geralmente, a demanda de soja do país asiático é maior no momento em que há colheita nos EUA e a safra do Brasil ainda está se desenvolvendo.
   Por isso, especialistas julgam que, caso os países entrem em acordo, a China pode priorizar os produtos dos EUA, e isso afetaria o Brasil, visto que o país é concorrente dos norte-americanos em produtos como a soja, milho e aviões.


Impactos da guerra comercial para o território brasileiro


    Além dos fatores já citados, existem outras maneiras que o Brasil pode ser afetado por essa guerra comercial. Por exemplo, uma deterioração geral causada do cenário por preocupações comerciais poderia enfraquecer a moeda brasileira, causando inflação.
    Porém, a principal preocupação dos economistas é que, mesmo com esse ganho a curto prazo, se essa disputa se mantiver, pode ocorrer uma desaceleração mundial, já que haverá aumento das medidas protecionistas nessas duas potências, e o Brasil não sairia ileso.

    Em relação ao médio e longo prazo, essa forte demanda da exportação pode ser um problema, visto que o Brasil é um grande produtor de animais e o setor depende da soja nacional para ração. Por outro lado, apesar de soar maléfico, uma grande crise para o agronegócio brasileiro pode beneficiar milhares de famílias sem terra, pequenos agricultores e outros setores da sociedade brasileira que têm um conceito distinto de desenvolvimento do agronegócio.
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