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  • Luana Torres

Quais São os Obstáculos e as Tendências Para a Exportação de Sucos?



O crescimento da demanda mundial por sucos de frutas e vegetais se dá em virtude da ampliação da expectativa de vida e da preocupação por um estilo mais saudável, focado na busca de uma alimentação balanceada, que iniciou, principalmente, a partir dos anos 90. Para que se tenha uma noção desse panorama, ao longo dos anos de 1994 a 1998 o mercado brasileiro de sucos processados cresceu 128%. Este comportamento deve-se, em grande parte, à integração da agroindústria primária com a indústria de transformação, onde ocorre a transformação das frutas ou vegetais em polpas que servirão para a produção de sucos prontos para o consumo.


De acordo com o Comex Stat (o sistema do governo federal para consultas e extração de dados do comércio exterior brasileiro), o Brasil, no ano de 2020, estava posicionado no 23º lugar no ranking mundial de exportação sucos de frutas e vegetais, se destacando como um grande produtor dessa área, com uma receita de cerca de US$1,6 bilhões e produção média de mais de 2 milhões de toneladas. Já no que condiz aos estados brasileiros, em todos encontram-se agroindústrias de frutas, uma vez que o país possui clima e solo diversificados e com grande potencial para o plantio de diversas espécies, porém, as regiões Nordeste, Sul e Sudeste, se destacam pela sua capacidade produtiva e de exportação, sendo São Paulo o estado com a maior participação nesse setor, com 87,5%.


Quanto aos principais destino das exportações de suco, os países que mais recebem esses produtos brasileiros são os Estados Unidos e os países da Europa, principalmente a Holanda. Assim, o governo brasileiro e também os exportadores, buscam aprofundar as relações com esses Estados e promover certos acordos comerciais para a comercialização de sucos. Entretanto, mesmo se configurando como mercados estáveis e possuindo um alto poder de compra, os produtores brasileiros se demonstram preocupados com essa centralização de vendas e nos últimos anos procuraram aumentar seu marketing para conseguirem se introduzir em novos mercados, como a China, Austrália e Arábia Saudita, pois assim conseguem aumentar seus lucros e se assegurar em caso algum desses países passe por recessão econômica. Nesse sentido, clique aqui para saber mais sobre a exportação para o Oriente Médio.


Suco de Laranja


O cultivo da laranja começou ainda no Brasil colônia como alternativa à crise da cana-de-açúcar e do café - que até então eram a base na economia nacional - e acabou ganhando popularidade dentro do território, mas apenas no século XX a laranja começou a ser exportada e rapidamente virou um produto lucrativo para o país. Nos dias atuais, o Brasil é o líder mundial do mercado de suco de laranja, sendo o maior produtor e também o maior exportador do produto, seguido por Estados Unidos, México e China. O suco agrada boa parte da população mundial e logo chamou a atenção de grandes países e grupos econômicos, como União Europeia, Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) e Acordo Comercial Asiático (APEC).


Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), a exportação do suco concentrado registrou alta de 16% nos onze meses da safra 2019/20 em comparação com o igual período anterior, saindo de 858.904 toneladas para 998.788 toneladas. Em faturamento, as exportações de sucos concentrado cresceram 3%, somando US $1,650 bilhão em comparação com US $1,596 bilhão obtidos no mesmo período da safra 2018/2019. Essa alta ocorre devido ao aumento da oferta do produto no mercado, uma vez que o Brasil possui grande estoque de laranja.


Ainda sim, a tendência no longo prazo é de aceleração da demanda de sucos cada vez mais naturais e também de água de coco. O que vai acarretar numa transformação do setor e tem levado as indústrias brasileiras a diversificarem sua produção. Vale ainda mencionar, que a alta do dólar pode beneficiar as empresas exportadoras que buscam internacionalizar os seus negócios. Inclusive, neste artigo aqui você pode saber sobre as oportunidades da alta do dólar para a sua exportação.


Outros Sucos de Destaque


O suco de maracujá se destaca como o segundo mais exportado pelo Brasil. Nos primeiros 5 anos do século, a maioria das regiões brasileiras exportaram o suco concentrado dessa fruta. O estado de Alagoas, foi o pioneiro na produção de suco de maracujá e sempre procura diversificar sua produção.


O suco de abacaxi é outro alimento importante na pauta de exportações de suco brasileiro, tendo crescido em torno de 280% no início do século XXI. A Holanda foi a principal compradora durante esse período, tendo importado cerca de 68% do volume disponível. Atualmente, os maiores importadores deste produto são Japão e Estados Unidos.


Já a famosa água de coco brasileira, no mercado internacional entra na categoria de suco e possui um bom cenário para seu crescimento no exterior, os principais importadores são a Argentina, o Uruguai e o Paraguai, para os quais se destina cerca de 7% da produção anual brasileira.


Cenário Diante da Pandemia da COVID-19

Com o advento do novo coronavírus, o cenário internacional foi abalado e consequentemente, a economia mudou suas tendências. Quando se fala do mercado de sucos, é notável o aumento da demanda por produtos cítricos, uma vez que a Vitamina C ajuda a melhorar o sistema imunológico. Diante desse cenário, sucos de laranja e limão taiti estão em alta. Segundo o diretor-executivo da CitrusBr, Ibiapaba Netto: “Pesquisas de mercado detectaram maior procura, especialmente no varejo americano. Nos Estados Unidos, o aumento chegou a 40%. Na Europa, a movimentação foi parecida. Esse movimento pode estar relacionado ao fato de essas frutas serem conhecidas pela rica quantidade de vitamina C e também a uma decisão do consumidor de estocar mais alimentos, em função das incertezas com a pandemia e as medidas de isolamento.”

Obstáculos Para Exportação de Sucos


Ainda que seja um setor promissor, a exportação de sucos pode envolver diversas problemáticas, por se tratar de um produto perecível, é imprescindível que o produtor conheça a logística de exportação e saiba quais os países que devem direcionar sua atenção, assim como quais empresas devem entrar em contato. É necessário também que se atente às exigências sanitárias e documentais, tanto brasileiras como do país importador, o exportador deverá ficar atento às programações logísticas de transporte, bem como às tendências de consumo do país de destino, para que garanta um investimento assertivo na hora de internacionalizar seus produtos. Diante disso, um Planejamento de Exportação assertivo garante menos dor de cabeça na hora de exportar seu produto.


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