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  • Matheus Schmid

O Desenvolvimento da Energia Solar do Brasil nos Últimos Anos


A energia solar é utilizada pela raça humana desde o século VII A.C, com o propósito de acender fogueiras com um auxílio de uma lupa para concentrar os raios solares. Ela vem sendo explorada e aprimorada até então, por diversas civilizações e gerações, incluindo romanos, gregos, indígenas e a sociedade atual com todo o avanço tecnológico. Hoje em dia, a energia solar é uma das principais fontes de energias do mundo, e por ser proveniente de uma fonte renovável, vem ganhando cada vez mais força tanto entre os governantes, por conta da sustentabilidade, quanto para os consumidores, pela economia na conta de luz. Atualmente, as técnicas de captação de energia solar mais utilizadas são: Sistemas de aquecimento solar, sistemas fotovoltaicos e concentradores solares térmicos. Neste artigo, será abordado principalmente o sistema fotovoltaico no Brasil.


A Energia Solar no Brasil


O Brasil é o país com a maior taxa de radiação solar do mundo, devido sua localização geográfica, tornando-se totalmente propício para a obtenção de energia solar e facilitando a utilização do sistema fotovoltaico. Apesar disso, a energia solar só teve início no Brasil em 2012, a partir de uma regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, sobre o uso de painéis solares. De acordo com dados extraídos da ANEEL, a Energia solar corresponde apenas a 1,9% da matriz elétrica brasileira, em 2021, são 549.000,00 sistemas fotovoltaicos instalados, sendo 75% utilizado pela classe de consumo residencial, 14% em serviços e 7,2% na parte rural.


Os Impactos que a Utilização Dessa Energia Gerou no Brasil


Foram diversos, sendo os mais relevantes: R$ 51.300.000.000,00 em novos investimentos privados, 292.000,00 novos empregos gerados e mais de 10.700.000,00 toneladas de emissão de gás carbônico na atmosfera evitados. O Governo Brasileiro está fornecendo alguns incentivos para a utilização da energia solar como a Isenção de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, apoio do banco BNDS e Caixa Econômica Federal para financiamentos. Alguns Estados apresentam mais vantagens que outros, gerando uma concentração maior, os estados que detém maior concentração de sistemas fotovoltaicos são: Minas gerais (18,1%), São Paulo (12,6%), Rio grande do Sul (12,4%) e Mato grosso (7,5%).


A Evolução do Mercado em 2019, 2020 e 2021


De acordo com a ANEEL e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – ABSOLAR, o Brasil apresentou um crescimento de 212% em 2019, alcançando seu maior crescimento até então. Neste ano, foram instalados 110.000,00 sistemas fotovoltaicos e atingimos a marca de 2,4 GW instalados. Em 2020 atingiu-se a marca de 7,0 GW, sendo 4GW representados apenas por residências, comercio e propriedades rurais e os outros 3GW por gerações centralizadas de energia.


Até o período de julho de 2021 foi registrada a marca de 9.7 GW, sendo 6,3W apenas em residências, comércios e propriedades rurais. Desse modo, podemos concluir que existe uma evolução significante da obtenção de energia solar fotovoltaica no Brasil, principalmente em relação ao circuito de geração distribuída.


Quanto Custa Ter um Sistema de Energia Solar em Casa?


Graças ao avanço tecnológico e a evolução desse mercado nos últimos anos, os valores estão diminuindo e tendem a diminuir mais. Em uma análise de leilões divulgada pela ANEEL e a ABSOLAR, o preço médio em dólar do metro quadrado da fonte solar fotovoltaica em 2013, era de $103,00, sendo o maior valor registrado, a partir de então observa-se uma redução significativa ao longo dos anos atingindo o valor de $17,62 em 2019, atualmente, em 2021, o valor está em todo de $25.


Os seguintes valores são simulações aproximadas do valor médio do sistema e instalação de acordo com o tamanho das propriedades: casa pequena (até duas pessoas) R$16.000,00, casa média (3 a 4 pessoas) R$20.500,00, casa grande (4 a 5 pessoas) R$27.500, mansões (mais de 5 pessoas) R$54.000,00. De fato, analisando o curto prazo, o custo para obtenção desse sistema pode parecer um pouco alto, mas ele promete se pagar em cinco anos através da economia que o cliente terá nas suas contas de luz e a possibilidade da valorização do imóvel em até 20%.


Desafios na Implementação da Energia Solar no Brasil


Em 2015, o Brasil assinou o Acordo de Paris, que tem como objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, e nesse acordo o Brasil firmou o compromisso de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% em 2025. Para que isso seja possível, é necessário investir cada vez mais em fontes de energias renováveis. As vantagens da utilização da energia solar são muitas, então por que não a utilizamos como nossa principal matriz elétrica? É uma questão mais complexa do que parece, então a seguir será citado alguns desafios que influenciam na implementação da energia solar no Brasil.


A primeira barreira pode ser explicada através da formação da estrutura econômica brasileira. A economia exportadora brasileira e sua política baseada em extrativismo, nos causou uma dependência na importação de produtos com valor agregado, principalmente tecnológico, no caso da tecnologia voltada a energia solar não é diferente. Sua principal barreira de implementação está relacionada aos custos, principalmente de importação. Uma possível solução seria investir no domínio tecnológico da produção industrial de lâmina de silício e tecnologia para aumentar a eficiência da geração de energia. Outra possibilidade é a redução da carga tributária na importação de equipamentos desse segmento.


Outra barreira é a questão socioeconômica do país. Estruturalmente a maioria da população não tem condições de adotar um sistema de energia solar em casa, visto que, muitos nem saneamento básico possuem e o investimento inicial para a utilização dessa energia é relativamente alto. O número de adeptos a energia solar no Brasil, como mostrado, está aumentando em um ritmo crescente, porém, se a condição econômica continuar a mesma, em poucos anos esse crescimento irá estagnar, tendo em vista que os indivíduos capazes de investir no consumo dessa energia são um grupo limitado de uma classe social favorecida em relação a maioria da população brasileira que vive em face da subsistência.


Para atingirmos esse objetivo mais sustentável muitas atitudes deveriam ser tomadas em conjunto, como a criação de novas políticas a fim de incentivar o investimento nesse segmento, desenvolvimento de tecnologia de reciclagem, plano de desenvolvimento econômico, regulamentação de parques híbridos de energia e ampliação de crédito de financiamento para pessoas físicas.

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