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  • Leticia Cruz

Cenário Pós Pandêmico e o Aquecimento das Relações Comerciais Brasil-Canadá



O Canadá é o maior país da América do Norte e o segundo maior país do mundo em extensão de terras, ficando logo atrás da Rússia, muito conhecido por ser um dos maiores representantes do multiculturalismo. Por possuir um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elevado, o país recebeu em 2021 o título de segundo melhor país do mundo, de acordo com o Anholt-Ipsos Nation Brands Index (NBI), um estudo que classifica os países a partir de sua popularidade em diversos critérios, como por exemplo, governo, cultura, ,imigração, exportação e investimentos.


Historicamente, os Estados Unidos é o principal parceiro econômico, político e comercial do país, porém nos últimos anos, o Canadá sentiu a necessidade de expandir suas relações comerciais, sobretudo em relação a exportações e importações, considerando as mudanças que sua relação com esse parceiro vinha sofrendo e entendendo a importância de diversificar suas zonas de comércio mais amplamente, principalmente em direção a América Latina, Europa e etc. Com isto, o Brasil entra na história como um importante potencial parceiro comercial do Canadá.



Pós Pandemia e o Estreitamento Comercial Brasil-Canadá


Dando segmento ao projeto econômico iniciado antes da pandemia do covid-19, o cenário pós pandêmico apresenta maior estruturação do relacionamento comercial dos dois países, considerando que as relações atuais, apesar de significativas, ainda não atingiram completamente o potencial que essa parceria tem para desenvolver. Só em 2021, segundo a Câmara de Comércio Brasil Canadá (CCBC), as exportações brasileiras para o Canadá tiveram um acréscimo de mais de 20% em relação ao mesmo período do ano de 2020, representando cerca de US$ 5,976 bilhões. Em relação às importações brasileiras de produtos e insumos canadenses, houve um aumento de aproximadamente 12%, totalizando US$ 1,805 bilhões, evidenciando o alargamento de mais de 27% do fluxo comercial Brasil-Canadá.


Sendo assim, o Canadá ocupa a posição de 12° lugar em destino de exportações brasileiras, enquanto ocupa a 18° posição em países fornecedores de insumos ou produtos. Ainda em 2021, como o quantitativo de exportações brasileiras para o Canadá foi superior às importações, resultou-se em um superávit brasileiro de aproximadamente US$ 57.059,8 milhões até o mês de novembro.


Em relação a investimentos, os dois países realizaram importantes contribuições durante os últimos anos, considerando que em 2020 houve uma troca de US$ 12 bilhões do Canadá para o Brasil, e US$ 15,4 bilhões do Brasil para o Canadá. Dentre os investimentos canadenses, é destacado aqueles que estão direcionados a áreas que variam da construção civil, tecnologia, energia, infraestrutura de transportes e mineração.


Diversas iniciativas vêm sido desenvolvidas em prol de promover a aproximação e a melhor integração dos países em sua totalidade, como por exemplo, as correntes negociações em prol do livre comércio entre o Canadá e o Mercosul ou os esforços coletivos do governo canadense e empresas brasileiras de agronegócio, com destino a combate a incêndios florestais e acordos socioambientais.


A embaixada canadense enxerga com muita expectativa e positividade as oportunidades de expansão da cooperação econômica entre Brasil e Canadá justamente devido aos dados positivos dos últimos anos e uma evidente alinhação de valores e princípios que podem ser, tanto similares quanto convergentes.


Produtos mais Exportados


Dentre a lista de produtos brasileiros mais exportados e consequentemente mais requerido pelo país canadense, de acordo com o ComexStat, é possível ranquear como primeiro, segundo e terceiro lugar em relação aos valores monetários produzidos respectivamente :


1° - Alumina Calcinada

2° - Bulhão Dourado

3° - Aço


Já quando falamos de produtos básicos, o açúcar e o café lideram o interesse de importação canadense.



Novas Aberturas Comerciais


Recentemente, em março de 2022, o governo canadense entrou em um acordo com o governo brasileiro, abrindo espaço para expansão da exportação brasileira de carne bovina e suína in natura em direção a esse mercado, de forma que, esse acordo prevê o aumento de aproximadamente US $150 milhões por ano em faturamento, beneficiando o mercado brasileiro de frigoríficos, produção e comercialização de carnes. As taxas de exportação desses produtos representaram, em 2021, uma elevação de 46,7% em relação ao mesmo período em 2020, totalizando US$ (FOB) 19,59 milhões. Isto indica que este mercado tende a crescer e esse novo acordo pode potencializar ainda mais esse fator, além de causar maior aproximação entre os dois países.


No entanto, não foi só o setor de carnes que apresentou grandes expectativas de expansão no futuro. Estudos realizados pelo consulado do Brasil em Montreal, associado com a Câmara de Comércio Brasil Canadá, expõe que mesmo tendo grande taxa de consumo pela população canadense, a produção de mel do país apresentou baixas taxas nos últimos anos, podendo servir como indicativo de que, mesmo o Brasil sendo atualmente o segundo maior fornecedor de mel para o país, as oportunidades de intensificação das exportação estão se mostrando cada vez mais disponíveis e não restringidas somente ao mel, já que outros produtos do setor apícola também obtém aceitação dos consumidores canadenses, principalmente aqueles com enfoque sustentável como o própolis, pólen e a cera de abelha.


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