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  • Amanda Sampaio

Brasil e Coreia do Sul: Relação Comercial e Expectativas para o Futuro



Localizada no leste asiático e na parte sul da península da Coreia, a Coreia do Sul atualmente ocupa o 4° lugar na Ásia e 11° no mundo no ranking dos países com maior poder econômico do mundo. É famosa por seu grande crescimento em apenas uma geração, com investimento em educação e tecnologia, que permitiram que fosse de um dos países mais pobres do mundo para um dos Tigres Asiáticos em pouco período de tempo.


Além de ser um país conhecido por sua economia, também é responsável pela “onda hallyu” ou a onda coreana, que é um movimento que engloba cinema, música, moda, culinária e idioma. Atualmente, grandes nomes da cultura pop são sul-coreanos, como o grupo indicado ao Grammy, BTS. O vencedor do Oscar, “Parasita” e o grande sucesso global, Round 6/Squid Game. Esse fenômeno pode ser considerado resultado do grande investimento em cultura que vem desde os anos 90 para impulsionar tanto o turismo como a produção interna.


Mas qual a relação comercial desse país com o Brasil? E quais são as expectativas para o futuro? Continue lendo este artigo para descobrir mais!


As Exportações Brasileiras para a Coreia do Sul


Em 2020, o Brasil exportou um total de US$ 3,8 bilhões em produtos para a Coreia do Sul. E entre os principais produtos exportados, encontram- se óleos brutos de petróleo, minério de ferro, soja e farelos de soja e a carne de frango. Os óleos brutos de petróleo foram o principal produto exportado no ano, representando 16% do total exportado no ano, com um valor FOB de US$597 milhões.


Já quando falamos sobre o ano de 2021, até o mês de setembro, o Brasil exportou aproximadamente US$4,1 bilhões, apresentando um aumento de 55,3% com o mesmo período de janeiro a setembro no ano de 2020. Atualmente o país asiático ocupa a 7° posição no ranking de países que o Brasil mais exportou no ano.


As Importações da Coreia do Sul


Por outro lado, quando falamos dos produtos que o Brasil mais importou da Coreia do Sul, no ano de 2020, em primeiro lugar se encontram as válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores, com um total importado em Valor FOB de US$ 1,03 bilhão. Esse valor representa 23% do total das importações. Outros produtos encontrados entre os mais importados são plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes em segundo lugar e partes e acessórios de veículos automotivos em terceiro.


Sobre o ano de 2021, no período de janeiro até setembro, o Brasil importou cerca de US$ 3,9 bilhões, apresentando um aumento de 36% com o mesmo período no ano de 2020. Já no ranking das importações, o país atualmente ocupa a 8° posição. E em relação à balança comercial, até setembro de 2021 é possível perceber um superávit, visto que, o total exportado até este mês (US$ 4,1 bilhões) é maior que o total importado no mesmo período (US$ 3,9 bilhões). Dessa forma, é possível observar um superávit de US$ 220,1 milhões.


Mercosul x Coreia do Sul


A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) prevê em um estudo que o acordo comercial com a Coreia do Sul irá trazer impactos de R$ 416,8 bilhões no PIB até 2040, além de efeitos positivos tanto nas exportações como nas importações, também é previsto uma estimativa alta para o salário real e os investimentos e uma queda nos preços ao consumidor.

Em maio de 2018, os acordos Mercosul-Coreia do Sul foram lançados na capital sul-coreana, Seul e entre o final de agosto e início de setembro de 2021, ocorreu uma rodada de negociação virtual, onde foram discutidos avanços nessa parceria comercial. Esses avanços englobam fatores como maior integração entre os países com redução das barreiras não-tarifárias, regulação do comércio de serviços, redução tarifária, investimentos, além de propriedade intelectual e compras governamentais.


Sobre os impactos até o ano de 2040, além do PIB acumulado de R$ 416,8 bilhões, foi previsto um total de R$ 231, 3 bilhões nas exportações e R$ 486, 2 bilhões nas importações. Além de um valor de R$ 286,8 bilhões nos investimentos. O estudo também permitiu observar efeitos setoriais que podem partir destes acordos. A maioria dos setores apresentou aumento nas importações e exportações totais e também aumento do nível de produção.


Além dos impactos esperados, as negociações dos acordos de livre comércio também fazem parte de estratégias para maior inserção internacional do Brasil, de acordo com o Secretário de Comércio Exterior Lucas Ferraz. Toda a rede de acordos comerciais que o Brasil negocia no momento traz expectativas de impacto na economia brasileira de R$ 1,7 trilhão no PIB até o ano de 2040, com repercussão positiva nas correntes de comércio, nos investimentos, na massa salarial e na queda dos preços do consumidor.


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