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  • Clarissa Domingos

Perspectivas para o Comércio Exterior no Segundo Semestre de 2019.

Atualizado: Mar 13



O Comércio Exterior pode ser considerado como importante instrumento para o crescimento do PIB e do bem-estar de um país. Como o futuro da indústria está diretamente ligado a uma maior atuação do país neste setor, o Brasil precisa estar preparado para aumentar seu acesso a ele, pois é onde se encontra uma das principais formas de desenvolvimento na competição industrial, importante na geração de empregos e crescimento da economia.

Como resultado da melhoria no ambiente de negócios do país, no ano de 2018 foram processadas 4 milhões de declarações de exportação e importação, segundo a Receita Federal. Assim, com o estabelecimento de novos acordos comerciais entre a União Europeia e os países do Mercosul, o país está apto para o desenvolvimento na cadeia de atividades de comércio exterior.

Deixando claro que este ano (2019) pode ser o início de um ciclo de crescimento sustentável que beneficiará todos os interessados nesses acordos. As empresas brasileiras precisam investir em tecnologia, utilizar os regimes especiais disponíveis e investir no planejamento e alcance de novos mercados.

Índice de Atividade Econômica subindo reflete no Comércio Exterior

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil (IBC-Br) é um indicador criado para sinalizar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país, constituindo-se em uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O cálculo do IBC-Br também auxilia o Banco Central a definir a meta da taxa básica de juros da economia, a Taxa Selic.

Após uma queda nos quatro primeiros meses do ano, a economia brasileira registrou aumento de 0,54% no mês de maio relação a abril e cerca de 3,06% comparado com o mesmo período no ano passado. Com o índice de atividade econômica subindo, as perspectivas para o segundo semestre de 2019 são de uma gradativa recuperação econômica.

Uma vez que há uma alta neste índice, o país expressa estar cada vez mais apto as atividades ligadas ao comércio exterior. Este indicador econômico incorpora estimativas de crescimento para 3 setores econômicos: agropecuário, industrial e de serviços, além dos impostos sobre produtos, que são estimados a partir da evolução da oferta total (produção acrescidas a importações).

Aumento da importância do Brasil no Comércio Exterior

O Coeficiente de Exportação, que mede a importância do mercado externo para a Indústria, registrou estabilidade nos últimos dois anos, confirmando a interrupção da retomada iniciada em 2015.

O Brasil fechou o ano com um superávit de US$ 58,298 bilhões no ano de 2018 em exportações sobre importações, e já arrecadou cerca de US$ 27,895 bilhões em 2019 de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O agronegócio continua sendo um dos setores mais forte da economia de exportação brasileira (mesmo o país sendo considerado industrializado). O país é o maior exportador mundial de soja, café e suco de laranja, além de da carne bovina e do frango, que cresceu cerca de 11% no primeiro semestre de 2019, sendo também o segundo maior exportador mundial de milho.

Já no âmbito das importações, a base principal está no mercado de commodites (produtos usados como matéria-prima, produzidos em grande escala e que podem ser estocados sem perda de qualidade, como petróleo, suco de laranja congelado, boi gordo, café, soja e ouro). Sendo assim, a produção industrial cresceu, mesmo que pouco, entre setembro de 2017 e 2018, cerca de 2,7% e a taxa Selic, por sua vez, passa por uma estimativa de crescimento de 8% a.a. para o final do ano de 2019, com um crescimento que deve ser contínuo.

Para quem tiver interesse em aproveitar as oportunidades de exportação, os setores com maior movimentação serão os de oleoginosas, os combustíveis, os minérios, máquinas e equipamentos, veículos, carnes, ferro e aço. Por outro lado, para quem tem interesse em importação, os produtos que estarão em destaque serão tais como combustíveis, máquinas em geral, veículos, produtos químicos orgânicos, bens de consumo e embarcações, por exemplo. Com acordos comerciais facilitando e reduzindo taxas para ambas as transações, ambos transações se tornam mais simples e acessíveis.

Aumento da Balança Comercial influencia diretamente o Comércio Exterior

Na segunda semana de julho de 2019, a balança comercial registrou superávit de US$ 696 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,226 bilhões e importações de US$ 3,531 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 8,766 bilhões e as importações, US$ 6,947 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,819 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 118,609 bilhões e as importações, US$ 90,714 bilhões, com saldo positivo de US$ 27,895 bilhões.

O Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 38 bilhões neste ano – com exportações em US$ 250 bilhões e importações no valor de US$ 212 bilhões.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) acredita que em 2019 que as exportações devem alcançar a cerca de US$ 235 bilhões, enquanto as importações totalizariam US$ 190 bilhões. Com esses números, o superávit da balança comercial em 2019 seria de US$ 45 bilhões, ou seja, uma previsão de queda aproximada de 13,5% em relação a 2018.

Por ainda ser muito depende das exportações de commodities, o Brasil ainda tem um percentual baixo de venda de manufaturados de maior valor. Isso explica a baixa da balança comercial em 2019. Uma vez que ainda é difícil para o mercado se tornar competitivo com todos as dificuldades enfrentadas na indústria, como uma pesada burocracia, um alto valor tributário e logístico, etc. Porém, com os já esperados incentivos comerciais para os próximos meses e relações poderosas sendo estabelecidas entre importantes blocos econômicos mundiais, 2019 tem potencial para ser o início de uma nova era na economia brasileira, contanto com esforços governamentais e privados, o Brasil tende a melhorar e se destacar no comércio exterior.

Livre acordo entre Mercosul e UE beneficiará o Comércio Exterior

No último dia 28 de junho, após mais de 20 anos de negociações, foi fechado o acordo de livre comercio entre os países da União Europeia e o Mercosul. Juntos, os dois blocos representam cerca de 25% do PIB mundial e contém um mercado de aproximadamente 780 milhões de pessoas.

O acordo prevê para os próximos 10 anos, a eliminação de tarifas sobre 91% dos produtos que a União Europeia exporta para o Mercosul. Em sentido contrário, a eliminação será em 92% dos produtos que o Mercosul exporta para a União Europeia, além de conceder acesso preferencial para outros 7,5%. Também serão eliminadas 100% das tarifas de exportação para produtos industriais. De acordo com o Governo Federal, “Serão, desta forma, equalizadas as condições de concorrência com outros parceiros que já possuem acordos de livre comércio com a UE".

O acordo conta também com a redução no custo dos trâmites de importação e exportação de bens. Produtos agrícolas como suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais terão tarifas eliminada e os exportadores brasileiros obterão ampliação do acesso, por meio de quotas, para carnes, açúcar e etanol, entre outros.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo reduz de 17% para zero as tarifas de importação de produtos brasileiros como calçados e aumenta a competitividade de bens industriais em setores como têxtil, químicos, autopeças, madeireiro e aeronáutico. Também serão reconhecidos como “distintivos do Brasil” produtos como cachaças, queijos, vinhos e cafés e terá "acesso efetivo em diversos segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transportes e serviços profissionais e financeiros".

Sabemos como um processo de importação/exportação pode ser burocrático e por muitas vezes demorado, mas saiba que com a orientação certa, seu produto pode ter muito sucesso em âmbito internacional.

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