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  • Beatriz Hybner

Café: A relevância deste produto e seu papel nas exportações brasileiras

Atualizado: Mar 13


Entenda mais sobre a história do café no Brasil e a relevância deste produto na economia brasileira. Além disso, saiba sobre o cenário atual da exportação cafeeira do Brasil para o mundo.

O mercado do café encontra-se em crescimento contínuo. O Brasil, sendo um dos principais países exportadores de café mundiais, teve uma produção em 2018 que totalizou 61,65 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com um crescimento de 37,1% sobre 2017. Além disso, o Conselho dos Exportadores de Café no Brasil (Cecafé) reitera que o volume no acumulado indica que o Brasil atingirá um recorde em 2018/2019, conforme previsto pela associação em março de 2019, em que há um crescimento de 24,6% nas exportações em abril.

Chegada do café no Brasil e seu desenvolvimento

É importante destacar que a história do café tem seu início em 1727 com a sua chegada na Região Norte do Brasil. Embora não tenha se desenvolvido com tanto destaque nesta região, obteve êxito em outras regiões brasileiras, como a Sudeste, visto as condições edafoclimáticas mais favoráveis ao plantio.

Em meados da primeira metade do século XIX surge um novo ciclo econômico no Brasil, em que o país aumenta significantemente sua produção cafeeira e as exportações brasileiras atingem cerca de 20% da totalidade mundial. Desse modo, cerca de um século após o começo da plantação do café, o Brasil assumia a vanguarda da produção e exportação mundial, atingindo em média de 40% da exportação total.

A relevância do café na economia brasileira

O Brasil é considerado um produtor relevante e de referência no mercado cafeeiro. É importante ressaltar que essa relevância do café não se limita somente ao dia a dia da população. A economia brasileira, antes agrária, segundo Sérgio Silva, economista brasileiro, se transforma em uma economia capitalista ao passo que a expansão cafeeira está relacionada de algum modo à iniciante industrialização em meados do século XIX.

O economista reitera que as profundas transformações no setor cafeeiro observadas a partir da segunda metade do século XIX mostram que a economia e a sociedade do país iniciaram seu processo rumo ao capitalismo, haja vista que há expressivos desempenhos de consumo interno e de exportação. A somar-se a isso, compõe a base de acumulação de capital da economia brasileira juntamente com outros produtos, o que explica sua importância à nação e à formação econômica do Brasil.

Com a inserção deste produto no mercado internacional, o café tornou-se a principal mercadoria das exportações brasileiras, sendo considerado, por quase um século, o principal produto responsável pela riqueza nacional e pela fomentação de desenvolvimento em diversos lugares do território brasileiro, ocupando a posição de o maior produtor mundial com 40% da produção total no ano de 1850.

Aumento do índice de exportações do produto café no Brasil

Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país exportou em abril de 2019 um total de 2,9 milhões de sacas de café, somando os produtos café verde, solúvel, torrado e moído, sendo a totalidade da receita cambial de US$ 370,43 milhões. O Conselho evidencia que esse volume representa um crescimento de 25% em relação ao mês de abril no ano passado, embora o preço da saca de café tenha apresentado uma queda de 19% no valor.

Entre os produtos exportados estão: o café arábica, que corresponde a 84,7% do volume total das exportações, o café solúvel, que totaliza 8,7% das exportações com 258 mil sacas exportadas. O café robusta, por sua vez, atinge a participação de 6,6%, com um total de 197 mil sacas. Além disso, o Cecafé registra que ambos os produtos, café arábica e conilon (robusta), totalizam respectivamente um crescimento de 24,3% e 238,6% em relação ao mês de abril do ano de 2018.

O índice de exportações brasileiras cafeeiras apresenta uma performance firme e ascendente, onde a previsão é de bons resultados ao longo de 2019, de acordo com os dados apresentados pelo Conselho dos Exportadores de Café. Ao que tudo indica, o ano-safra de 2019 será histórico, confirmando que o Brasil atende a demanda e as exigências dos seus consumidores tanto no mercado nacional, quanto no internacional. Ademais, os quatro primeiros meses deste ano, entre os meses de janeiro e abril, totalizam 13 milhões de sacas de café, e mostram um crescimento de 26,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Principais importadores

Entre os principais Estados importadores no período dos meses de janeiro a abril de 2019 estão: os Estados Unidos, que importaram 2,4 milhões de sacas de café, a Alemanha, com 2,2 milhões de sacas, e a Itália, em terceiro lugar, com 1,3 milhões de sacas.

É imprescindível ressaltar que as exportações de café brasileiro registraram um crescimento em todos os principais destinos, em que os que mostraram maior crescimento foram os Estados do Reino Unido, com um crescimento de 54%, a Turquia (45%), Japão (37%) e EUA (36%).

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